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2013-10-02
Source: Moradores do Complexo do Lins

Às vésperas de implantação da UPP, comunidades do Complexo do Lins sofrem com violenta operação policial

Desde ontem (01/10) à noite, o Bope e outras tropas da PM invadiram as favelas do Complexo do Lins, causando intenso tiroteio que durou até hoje pela manhã. Um caveirão ficou circulando pela Rua Maria Luiza, um dos acessos às comunidades, e segundo moradores seis pessoas, ligadas ao tráfico de drogas, teriam sido mortas, em condições suspeitas, o que leva à possibilidade de execuções sumárias. Através da imprensa, a PM reconheceu duas mortes. Também segundo pessoas das comunidades, policiais estariam tentando arrombar residências, na ausência dos moradores.

Essa “operação” acontece às vésperas da anunciada instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na área, que começaria no próximo domingo 06/10. Os moradores estão preocupados com possíveis violações e buscam organizar um mutirão de acompanhamento com instituições e organizações defensoras dos direitos humanos.

Segundo a imprensa, uma das coisas que “apressou” a decisão de instalar a UPP foi a morte do subtenente do Bope Marco Antonio Gripp, de 46 anos, em confronto no Morro do Covanca, em Jacarepaguá, com traficantes que teriam fugido para o Lins. Os moradores preocupam-se, portanto, em uma ação de “vingança” da PM e, mais particularmente, do Bope, que colocaria em risco a todos indistintamente.

Mais informações com Marcia de Oliveira Silva, moradora do Morro do Gambá e militante pelos direitos humanos desde que seu filho, Hanry Silva Gomes de Siqueira, foi assassinado por policiais em novembro de 2002, pelo telefone (21)7792-2665.

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