Casos » 2010  


2010-09-18

Júlio César de Menezes Coelho - Cidade Alta

No dia 18 de setembro, por volta das 18hs, o jovem Júlio Cesar de Menezes Coelho foi morto por policiais militares do 16º Batalhão na comunidade da Cidade Alta, no subúrbio da cidade. No momento do ocorrido, sua tia, Joelma, tinha acabado de chegar em casa do trabalho, também na localidade, em torno das 18hs. Resolveu tomar um banho e descansar. Logo depois, começaria a ouvir tiros. Escondeu-se e comentou o que ocorria com um amigo. Os tiros continuaram. Joelma preocupou-se com os parentes. Neste instante, ouviu o último tiro e teria feito o seguinte comentário: “deram para matar”. Após este momento, pensou que a situação havia tranqüilizado, mas os tiros retornaram e cessaram rapidamente. Em seguida, sua irmã foi a sua casa e lhe disse que havia ocorrido algo com Júlio César. Joelma ficou preocupada e começou a rezar por ele, pois até então não se sabia o que realmente havia ocorrido.

more

2010-06-11

Paulo Cardoso Batalha e Deividson Evangelista Pacheco - Nova Holanda

No fim da tarde do dia 11 de junho de 2010, uma incursão de policiais do 22º Batalhão da polícia Militar na Nova Holanda (uma das favelas da Maré) resultou na morte de dois moradores: o frentista Paulo Cardoso Batalha, de 40 anos e o estudante Deividson Evangelista Pacheco, de 19 anos. Além das duas vítimas fatais, outros moradores ficaram feridos, dentre eles o filho de Paulo Cardoso Batalha, Paulo Gabriel Santana Batalha, que tinha 5 anos na época e estava no colo do pai; e o barbeiro Alessandro de Oliveira do Nascimento, de 25 anos, atingido gravemente na cabeça.

Segundo o relato das testemunhas, durante o dia alguns policiais teriam se escondido na laje de uma casa, numa rua próxima à barbearia de Alessandro, localizada na Rua Bittencourt Sampaio. Estes foram vistos efetuando disparos na direção da barbearia, sem que antes houvesse qualquer confronto entre eles e os traficantes do local. Tiros foram disparados pelo lado de fora e também dentro da barbearia. Paulo Cardoso Batalha inclusive tentou mostrar seus documentos aos policiais, provando que era trabalhador, mas seu esforço foi em vão.

more